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Polícia Civil do Amazonas deflagra operação Jaleco Preto no Mato Grosso com intuito de desarticular organização criminosa

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da equipe de investigação do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob a coordenação do delegado Cícero Tulio, titular da unidade policial, deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 23, por volta das 6h, na cidade de Rondonópolis, no estado do Mato Grosso (MT), a operação “Jaleco Preto”, que desarticulou uma quadrilha especializada em aplicar o golpe do “falso médico” em cerca de 10 hospitais, entre particulares e da rede pública, do Amazonas. A operação teve como objetivo cumprir oito mandados de prisão temporária, além de três mandados de condução coercitiva na Penitenciária Major PM Eldo Sá Correa, conhecida como “Mata Grande”, em Rondonópolis.

Equipe de investigação do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP) (Foto: Divulgação)

Conforme Cícero Tulio, os integrantes da quadrilha se passavam por médicos e mantinham contato com familiares de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de, pelo menos, 10 unidades hospitalares do Estado. Os indivíduos solicitavam quantias em dinheiro dos familiares das pessoas internadas sob a alegação de realizar exames de urgência nas mesmas. As vítimas eram escolhidas entre pessoas com condições financeiras de arcar com as despesas médicas.

 

(Foto: Divulgação)

De acordo com o delegado, as investigações em torno do caso iniciaram há dois meses. Durante os trabalhos foi identificado que o núcleo operacional da quadrilha comandava o restante dos integrantes do grupo de dentro da penitenciária “Mata Grande”. Os outros indivíduos da organização criminosa operavam a parte financeira e ficavam responsáveis por disponibilizar contas bancárias utilizadas para o recebimento de valores oriundos dos golpes.

Durante a operação foram cumpridos os três mandados de condução coercitivas em nome dos detentos Jhon Anderson Lima Silva, 27; José Divino Ribeiro Feitosa, 38, e Diego Gabriel Mariano Garcia, 24. Cícero Tulio informou que José Divino e Diego são formados no curso de Direito. Dos oitos mandados de prisão temporária, foram cumpridos cinco em nome de Victor Porto de Freitas, 20; Letícia Paranha da Silva, 21; Thaynara Tauane Pereira das Chagas, 19; Andressa Nogueira de Souza Martins, 24, e Vilma Alves Dias, 41.

  

   

   

(Foto: Divulgação) 

Cícero Tulio informou que após a prisão de Vilma, o filho dela, identificado como David Dias Santos, se apresentou espontaneamente no prédio da delegacia de Rondonópolis e informou que ele utilizava a conta bancária da mãe para receber dinheiro proveniente dos golpes.

O titular do 23º DIP ressaltou que as investigações apontaram que, além das unidades hospitalares do Amazonas, hospitais de pelo menos cinco estados foram alvos da atuação da quadrilha, sendo o Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. O lucro mensal da quadrilha era em torno de R$ 200 mil. Os comandantes do grupo também ordenavam o tráfico de drogas, além da adulteração de sinais identificadores de veículos automotores para realizar assaltos de dentro da penitenciaria. Durante a operação foi realizada revista na penitenciária “Mata Grande”.

Jhon; José Divino; Diego; Victor; Letícia; Thayanara; Andressa; Vilma, e o filho dela, David, foram indiciados por estelionato, organização criminosa e associação criminosa.