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Equipe da Derfd prende mandante de homicídio de empresário e apreende adolescente que cometeu o crime na zona Oeste

Na manhã desta segunda-feira, dia 8, o delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), falou durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da unidade policial, sobre o cumprimento de mandado de prisão preventiva em nome de Cleberson Castro de Oliveira, 30; Claudimar de Lima Souza, 41, e Maria Izabel Ferro, 29, por homicídio qualificado. Um adolescente de 17 anos foi apreendido.

Cleberson Castro de Oliveira, 30; Claudimar de Lima Souza, 41, e Maria Izabel Ferro, 29(Foto: Erlon Rodrigues)

De acordo com a autoridade policial, Claudimar, Cleberson e Maria Izabel teriam participação no homicídio do proprietário de uma loja de materiais de construção Francisco Evanildo Pinheiro de Lima. O delito aconteceu no dia 6 de abril deste ano, na Rua Vale do Sol, bairro Lírio do Vale, zona Oeste da capital. A vítima tinha 42 anos. As ordens judiciais em nome dos três infratores foram expedidas no dia 5 de maio deste ano, pelo juiz Mauro Moraes Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri.

Conforme o titular da Derfd, o trio foi preso e o adolescente apreendido ao longo da manhã da última sexta-feira, dia 5, em locais distintos da capital. O adolescente foi localizado por volta das 6h, no beco Luz e Vida, localizado no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste. Já Cleberson e Maria Izabel foram presos por volta das 9h, na Avenida Laguna, bairro Lírio do Vale. Claudimar foi preso por volta das 11h, naquele mesmo endereço. 

Delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) (Foto: Erlon Rodrigues)

Durante a coletiva de imprensa Felix explicou que no decorrer das investigações os policiais civis descobriram que não se tratava de latrocínio e sim de homicídio qualificado. “No primeiro momento começamos a investigar o caso como latrocínio, mas, no decorrer das diligências, descobrimos que se tratava de um homicídio qualificado, uma vez que, por meio do circuito interno de segurança do estabelecimento, pudemos observar o envolvimento de Claudimar, que era amigo da família. Ele foi o mandante do crime e fez contato com os demais envolvidos para colocar em prática o crime”, relatou.

Em depoimento, Claudimar confessou envolvimento no homicídio. Ele argumentou que teria emprestado R$ 10 mil da vítima e, por não ter condições de quitar a dívida, resolveu forjar uma situação de latrocínio. “Ele entrou em contato com Maria Izabel, com quem já teve um relacionamento no passado. Então ela contratou Cleberson e o adolescente para executarem o crime. Claudimar teria oferecido R$ 4 mil aos infratores. O dinheiro seria usado para comprar a arma utilizada no delito e o restante dividido entre o trio”, explicou o titular da Derfd.

Adriano Felix informou que no dia do crime Claudimar entrou no estabelecimento a fim de observar a movimentação da loja. Na ocasião, por meio das imagens captadas pelas câmeras de segurança do local, percebe-se que ele fala ao telefone, o que levou a polícia a entender que ele estaria repassando orientações aos outros dois infratores. “Logo depois Cleberson levou o adolescente até a loja. O menor infrator efetuou três disparos de arma de fogo na cabeça do empresário, que foi a óbito no lugar. O autor do crime fugiu levando apenas o celular da vítima”, declarou.

Claudimar, Cleberson e Maria Izabel foram indiciados por homicídio qualificado. Claudimar e Cleberson serão encaminhados ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Já Maria Izabel será levada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF). 

No prédio da Derfd, durante consulta ao Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), os policiais civis constataram que o adolescente já tinha passagem pela polícia por roubo e receptação. Ele foi ouvido em Termo de Declaração e irá responder por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado.

Ao término dos procedimentos cabíveis o menor infrator foi conduzido à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), onde serão realizados os procedimentos cabíveis.

Comoção

A coletiva de imprensa foi marcada por muita comoção e revolta por parte dos familiares e amigos de Francisco Evanildo, que estiveram na especializada com blusas e cartazes pedindo justiça pela morte do empresário. A esposa da vítima, que pediu para ter a identidade preservada, confirmou que Claudimar era amigo da família e que frequentava a casa do casal há cerca de seis anos. Na ocasião, ela agradeceu ao empenho da equipe da Derfd na elucidação do caso em menos de um mês.

“Claudimar chegou a ir ao enterro do meu marido e chorou muito. Nunca poderíamos imaginar que ele seria o mandante do crime. Francisco era muito querido por todos da comunidade e a morte dele deixou todos muito abalados, uma vez que ele não tinha inimigos em lugar algum”, enfatizou a esposa da vítima.