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Polícia Civil prende camelô que se passava por investigador e oferecia vagas falsas de trabalho na Delegacia Geral

A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), falou na manhã desta terça-feira (12/6), durante coletiva de imprensa realizada às 10h30, no prédio da unidade policial, sobre a prisão, em flagrante, do camelô Paulo Roberto Santiago Lucas, 56, por estelionato.

Paulo Roberto Santiago Lucas (Foto:Lana Honorato)

De acordo com a autoridade policial, Paulo Roberto foi preso pela equipe da Derfd na tarde de segunda-feira (11/6), por volta das 16h, na avenida Eduardo Ribeiro, bairro Centro, zona sul de Manaus. Felix explicou que os policiais civis chegaram até o infrator após investigações iniciadas na tarde de ontem (11/6), depois de uma jovem de 21 anos informar que um homem a havia abordado e oferecido, cobrando R$ 430 em contrapartida, uma vaga de emprego no prédio da Delegacia Geral de Polícia Civil do Amazonas.

“Ele foi preso no momento em que a jovem estava efetuando o pagamento pela vaga de trabalho. Até o momento identificamos cinco pessoas vítimas desse golpe aplicado por Paulo. Na esperança de conseguir a vaga de emprego, essas pessoas acabavam enganadas. Elas pagavam o dinheiro acertado e então ele sumia. Em algumas situações, esse valor exigido variava entre R$ 400 e R$ 500”, explicou Felix.

Delegado Adriano Felix, titular da Derfd (Foto:Lana Honorato)

O titular da Derfd ressaltou que Paulo se passava por investigador da Polícia Civil. Ele abordava os alvos em via pública e oferecia vagas de auxiliar administrativo falsas. O infrator informava que o salário seria de R$ 3,5 mil, com direito a outros benefícios, como ticket alimentação de R$ 300. O indivíduo argumentava que os R$ 430 exigidos seriam utilizados para agilizar o procedimento e exames médicos.

Em consulta ao Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) foi constatado que Paulo Roberto já tinha passagem pela polícia também pela prática de estelionato. “Em 2016 o infrator foi preso pela equipe do 5° Distrito Integrado de Polícia (DIP) também por se passar por policial civil. Na época, ele cobrava R$ 150 para tirar segunda via de Registro Geral (RG). Ele também confessou a autoria do crime”, disse o delegado.

(Foto:Lana Honorato)

Paulo argumentou, em depoimento, que estava passando por problemas financeiros e que sonhava ser policial civil. Adriano Felix fez um alerta às pessoas para que tenham cuidado para não cair nesse tipo golpe. “É importante que a população não acredite nessas ofertas de emprego e não entregue dinheiro nas mãos desses indivíduos. Caso alguém ofereça emprego em órgãos públicos, desconfie. Procure a delegacia mais próxima e comunique esse fato à autoridade policial”, orientou.

Flagrante: O infrator foi autuado em flagrante por estelionato. Ao término dos procedimentos cabíveis na Derfd, o infrator será levado para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, bairro São Francisco, zona sul.
 

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