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Equipes do Denarc batem recorde de apreensões com 2 toneladas de drogas confiscadas em 2016

A Polícia Civil do Amazonas, representada pelos delegados Paulo Mavignier e Tamara Albano, respectivamente, diretor e diretora adjunta do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), divulgou ao longo desta semana o balanço das ações policiais deflagradas no Estado pelas equipes que atuam no departamento, referente ao ano de 2016, que resultaram nas apreensões de, aproximadamente, duas toneladas de substâncias entorpecentes, entre cocaína, maconha e drogas sintéticas.

Conforme Mavignier, além das substâncias ilícitas, foram apreendidas pelo policiais civis lotados no departamento 37 armas de fogo, dentre elas: dois fuzis de guerra, metralhadoras, espingardas calibre 12, revólveres de usos restrito e permitido, além de pistolas de uso restrito das polícias. Também foram confiscados 714 munições intactas, 37 veículos, entre carros e motocicletas; quatro embarcações utilizadas para o transporte de material ilícito pelos rios do Estado, cerca de R$ 600 mil em espécie, US$ 562 e € 400. Durante as ações policiais 117 pessoas foram presas e outras 188 foram indiciadas por envolvimento com o tráfico de drogas no Amazonas.

De acordo com o diretor do Denarc, o balanço das apreensões de substâncias entorpecentes do ano corrente superou ao do ano passado, quando o departamento foi criado, em 1º de fevereiro. Desde a criação do Denarc a dezembro de 2015 foi apreendida cerca de 1,579 tonelada de drogas, entre maconha e cocaína. Mavignier ressaltou que o departamento encerra as atividades de 2016 com êxito.

“Houve uma evolução muito grande no departamento na questão da repressão ao tráfico de drogas na cidade. Esse trabalho foi voltado não só para o combate ao crime organizado, que utiliza, na grande maioria dos casos, cocaína e maconha, mas intensificamos, também, o combate ao tráfico de drogas sintéticas, utilizadas em raves, flutuantes e boates. Temos uma preocupação muito grande no departamento em reprimir essa modalidade criminosa que nos assusta por conta da facilidade de transportar essas drogas, por ser um material muito pequeno, diferente da cocaína e maconha que o volume é muito maior”, explicou Mavignier.

A autoridade policial destacou que, ao assumir a direção do departamento, juntamente com a delegada Tamara Albano, no dia 8 de junho deste ano, na gestão do atual delegado-geral, Francisco Sobrinho, a ideia era aumentar o número de abordagens e, consequentemente, das apreensões de entorpecentes, não só em Manaus, mas também nos rios, já que as vias fluvial são as principais rotas do tráfico de drogas no Estado.

“Quando eu e a delegada Tamara aceitamos o desafio de coordenar o Denarc sabíamos que não seria fácil manter o padrão de apreensões do departamento. Conseguimos alcançar a meta que estipulamos para este semestre. Foi um trabalho pautado por bastante comprometimento e dedicação de todos que compõem o Denarc. As nossas equipes se empenharam com veemência e conseguiram efetuar prisões e apreensões relevantes nesses seis meses de trabalho. Todos os policiais civis que atuam no departamento estão de parabéns pelo afinco nas diligências que resultaram no recorde de apreensões neste ano”, declarou.

Paulo Mavignier pontuou que para conseguir esses números relevantes de apreensões, o Denarc contou com o apoio de servidores lotados na Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai) da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), integrantes do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) e, em algumas ocorrências, com policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). “As ocorrências do Denarc demandam tempo por conta das investigações. Nossas equipes são especializadas no combate ao tráfico de drogas, mas em alguns casos contamos também com o apoio da Seai, Fera e da Polícia Militar, por meio da Rocam”, lembrou o delegado.

O diretor do Denarc enfatizou que o poio do delegado-geral, Francisco Sobrinho, também foi imprescindível para os resultados obtidos pelo Denarc neste ano. “O delegado-geral sempre contribuiu com o nosso trabalho. Nos deu liberdade de ação, apoio logístico, com o apoio permanente da Delegacia Fluvial (Deflu) e também de armamento. Nos permitiu selecionar as equipes com policiais altamente qualificados em combate ao narcotráfico”, pontuou a autoridade policial.

Mavignier disse, ainda, que a perspectiva para 2017 é superar os índices obtidos este ano pelo Denarc. “Sempre tivemos como objetivo manter os índices de apreensões de drogas pelo departamento. Nosso principal foco, além de manter esse padrão, é aumentar os números de apreensões, com isso, visando a redução de crimes ligados ao tráfico de drogas em todo o Estado. O departamento fecha as ações deste ano de forma extremamente positiva, gerando uma responsabilidade muito maior para o ano de 2017, onde pretendemos ultrapassar a meta alcançada em 2016”, concluiu.

Casos de destaque

Durante o balanço do ano corrente, o diretor do Denarc pontuou três casos onde ocorreram as maiores apreensões de armas de grosso calibre, dinheiro em espécie e substâncias entorpecentes.

1º Caso: Na tarde do dia 21 de setembro deste ano as equipes do Denarc, em conjunto com policiais civis que atuam na 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba, município distante 27 quilômetros em linha reta da capital, servidores da Delegacia Fluvial (Deflu), além de integrantes da Seai, prenderam, em flagrante, o peruano Nelson Ozório Curico, 45; Adaldino de Souza dos Santos, 33; Hivan Sousa de Almeida, 24, e Gilberto Santos da Costa, 37, por associação criminosa e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Com o bando foram encontrados cerca de R$ 463 mil em espécie, um fuzil calibre 7.62, um fuzil calibre 556, duas pistolas nove milímetros, uma pistola PT 840, uma pistola PT.40, 99 munições de fuzil intactas, 62 munições intactas de nove milímetros, 117 munições de PT.40 e seis munições de PT 380. Ao longo da ação policial também foi apreendida a lancha utilizada pelo bando, com motor 350 V8, avaliado em cerca de R$ 120 mil.

2º Caso: No dia 1º de novembro, as equipes do Denarc, juntamente com integrantes do Grupo Fera e servidores lotados na Seai, apreenderam uma espingarda calibre 12 e 30 cartuchos intactos, uma metralhadora calibre nove milímetros com 20 munições intactas, uma pistola 380 com 12 munições intactas e uma deflagrada, uma pistola PT.40 e 105 munições intactas, um revólver calibre 38 com seis munições intactas e um rifle calibre 38, utilizados no crime organizado na cidade.

De acordo com Mavignier, o material foi apreendido com dois indivíduos, identificados como Gabriel Henrique Silva e Silva, que era conhecido como “Ganso”, e Cosme Erivaldson de Oliveira Silva, que tinham, respectivamente, 19 e 34 anos. A dupla reagiu à abordagem policial e efetuou disparos de arma de fogo contra as equipes, que revidaram ao ato dos infratores e acabaram alvejando a dupla durante o confronto. “Ganso” e Cosme foram socorridos pelos policiais e levados ao Hospital e Pronto-Socorro Doutor João Lúcio Pereira Machado, na zona Leste da cidade, mas não resistiram aos ferimentos e foram a óbito logo em seguida.

3º Caso: Na noite do dia 14 de novembro deste ano as equipes do Denarc, em ação conjunta com servidores da Seai, prenderam, em flagrante, Manoel da Silva Lima, 57; Ricardo Tavares dos Santos, 26; Adrielson de Matos Oliveira, 27, e Agenor Correa Miranda Filho, 21, por tráfico de drogas. Com o bando foram apreendidos, aproximadamente, 600 quilos de substâncias entorpecentes, entre pasta base de cocaína e maconha.

Mavignier disse que os infratores foram interceptados no momento em que o barco de pesca onde eles estavam encostou na balsa de embarque e desembarque da orla da Manaus Moderna. O delegado informou que durante as buscas foi identificado que havia muito gelo no porão da embarcação. “Removemos todo o gelo, quebramos o assoalho do barco e encontramos, aproximadamente, 600 quilos de drogas escondidos. Essa camuflagem foi uma forma que eles encontraram para transportar essas substâncias com segurança, driblando as fiscalizações, abordagens policiais e até mesmo “piratas do rio”, como são conhecidas as pessoas que realizam roubos a embarcações”, explicou.

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