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Ação conjunta resulta na prisão de trio envolvido em estelionato na capital

A Polícia Civil do Amazonas apresentou na tarde desta segunda-feira, dia 2, ao longo de coletiva de imprensa realizada às 14h30, no prédio da Delegacia Geral, zona Centro-Oeste, Antônio Carlos de Melo Neto, 35; a companheira dele, Heloísa Araújo de Menezes, 33, e Raimundo Nonato Ribeiro Lima, 40, envolvidos em estelionato. O trio foi preso durante ação conjunta realizada hoje pelas equipes do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e 1ª Seccional Sul, sob o comando, respectivamente, dos delegados Aldeney Góes e Rodrigo Barreto. 

Delegado do 1ª Seccional Sul Rodrigo Barreto (Foto: Erlon Rodrigues)

De acordo com o delegado titular do 24º DIP, Aldeney Góes, as prisões ocorreram por volta das 6h, em locais distintos da capital, em cumprimento a mandados expedidos na última segunda-feira, dia 25, pela juíza da 7ª Vara Criminal, Careen Aguiar Fernandes. 

Segundo Góes, Antônio Carlos foi preso em um condomínio na Rua Professor Samuel Benchimol, bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul. A companheira dele, Heloísa, foi interceptada na Estrada dos Franceses, bairro Alvorada, zona Centro-Oeste. Posteriormente os policiais civis chegaram até Raimundo Nonato, preso na Rua Barão de Caçapava, Conjunto Parque das Laranjeiras, bairro Flores, na zona Centro-Sul.

Conforme a autoridade policial, o trio vinha sendo investigado pela equipe do 24º DIP desde o mês de setembro de 2015. “Heloísa era procurada por diferentes unidades policiais e, após o registro de inúmeras denúncias, a equipe de investigação montou campana nos endereços registrados para que não houvesse risco de fuga dos infratores e realizou as prisões simultaneamente, cumprindo os mandados de prisão”, informou Aldeney Góes.

Raimundo Nonato Ribeiro Lima, Heloísa Araújo de Menezes, e Antônio Carlos de Melo Neto (Foto: Erlon Rodrigues)

O titular do 24º DIP disse, ainda, que Heloísa se passava por assistente social de um órgão estadual e, com a ajuda do marido, Antônio Carlos, e de Raimundo, que se passava por advogado e gestor do mesmo órgão, oferecia determinado valor para que as vítimas fossem cadastradas e contempladas em programa federal da casa própria.

“Heloisa era a mentora dos crimes e para dificultar as investigações, mudava constantemente de endereço e de telefone. Ela tinha acesso a informações sigilosas sobre os mandados em que era citada e chegou a ameaçar algumas vítimas. Também tinha um crachá com identificação e circulava dentro do órgão em que fingia trabalhar”, explicou o titular da 1ª Seccional Sul, Rodrigo Barreto.

Os infratores foram indiciados por estelionato, associação criminosa e ameaça. Após os procedimentos legais na delegacia, Antônio Carlos e Raimundo Nonato serão encaminhados à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa e Heloísa será levada para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

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