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Titular da Depca fala sobre o andamento das investigações do caso de criança que morreu após cair em bueiro

Delegada titular da Depca, Juliana Tuma (Foto: Erlon Rodrigues)

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Juliana Tuma, falou na manhã desta sexta-feira, dia 29, durante coletiva de imprensa realizada no prédio da Delegacia Geral, sobre o andamento das investigações que tramitam na especializada sobre a causa da morte de André Pereira Crescenço, que tinha 6 anos.

De acordo com a delegada, o fato ocorreu no último domingo, dia 24, por volta das 13h, na Rua Ipanema, antiga Penetração Quatro, no Conjunto Amazonino Mendes, também conhecido como “Mutirão”, no bairro Novo Aleixo, zona Norte, nas proximidades da casa onde a criança morava. O corpo do menino foi encontrado terça-feira, dia 26, no Igarapé do Parque do Mindu, bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul da cidade.

“Conforme relato do pai de criação do menino, Deivison Lúcio Pereira Crescenço, em boletim de ocorrência registrado na especializada na última segunda-feira, dia 25, André estaria jogando bola na rua quando, segundo vizinhos, caiu em um bueiro. Na ocasião, chovia bastante e Deivison estaria lavando a calçada de casa”, informou a delegada, destacando que o pai de criação será ouvido hoje na especializada.

Juliana Tuma afirmou que além de Deivison, a polícia irá ouvir testemunhas do caso, entre elas uma vizinha que teria presenciado o acidente. “Tudo isso deve ser esgotado para que a gente apure a verdade sobre o que aconteceu nesse caso. Há muita coisa a ser esclarecida”, pontuou.

A delegada ressaltou que já foram instaurados todos os procedimentos necessários para apurar o caso. “Foram requisitadas necropsia e exame de DNA (Ácido Desoxirribonucleico) para identificar o nexo entre a mulher que se diz mãe biológica da criança, pois o garoto não tem registro odontológico, certidão de nascimento ou sequer uma impressão digital para fazer comparação”, disse.

Segundo a autoridade policial, também foi instaurado procedimento para apurar o crime de abandono de incapaz. “É necessário para que haja uma investigação se houve abandono dessa criança, em razão de que ela estava jogando bola na rua, sob forte chuva, perto de um bueiro. O questionamento que surge é se a criança tinha o necessário discernimento para estar naquele local, sem a supervisão de um adulto. Tudo deve ser avaliado e investigado pela Polícia Civil”, afirmou Tuma.

Durante a coletiva, a delegada explicou que o corpo da criança não será liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) até que os exames necessários sejam concluídos.

“A perícia e o IML têm prerrogativas para manter a tutela desse corpo até que se esgotem os exames periciais necessários para a elucidação do caso. O instituto tem um prazo razoável de trinta dias para entregar os laudos, mas por se tratar de uma criança, foi firmado um compromisso de que eles serão entregues em um prazo de sete a dez dias, provavelmente quando sairão os laudos. O resultado da necropsia é indispensável para que a gente aponte se realmente houve um afogamento”, argumentou a delegada.

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