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Projeto Nandinho completa 3 anos

O projeto “Nandinho” inicialmente chamado de “Ferinhas  do Jiu-Jitsu”, nasceu em 28 de fevereiro de 2011, quando o investigador do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (FERA), Melquisedeque Galvão, começou a treinar os filhos na garagem de uma vizinha. Com o passar do tempo alguns amigos dos filhos se interessaram em aprender o caminho da arte suave e foi necessário alugar um espaço maior para realizar os treinos.  Em maio de 2013, Fernando de Araújo Corrêa Filho, o “Nandinho”, um dos alunos do projeto vendo as dificuldades que os professores tinham em arcar com os gastos, pediu ao pai para ceder a laje da casa para realizar os treinos.


Em agosto de 2013, Nandinho, foi morto aos 17 anos, vítima de uma execução por engano. O projeto então mudou de nome com o propósito de homenageá-lo. Hoje os pais do menino contribuem cedendo um espaço da casa deles para que outras crianças façam parte da iniciativa. De acordo com Melquisedeque, cerca de 400 alunos, entre crianças, adolescentes e adultos – a maioria pais dos alunos, já passaram pelo projeto.

O projeto hoje é referência no Amazonas e tem expressivos resultados nacionais e internacionais, como no Campeonato Norte Brasileiro de Jiu-Jitsu Esportivo de 2013 realizado em Belém-PA, onde os atletas conquistaram 11 medalhas de ouro e no Panamericano realizado em São Paulo, onde conquistaram dez ouros. Na ocasião a delegação amazonense foi destaque por ser a primeira vez que o Estado ganhou um campeonato de Jiu-Jitsu por equipe. A partir dessas conquistas alguns alunos ganharam bolsas de estudo em escolas particulares que tem a prática de incentivo ao esporte.

Recentemente a iniciativa foi inserida no programa “Estação Polícia Legal” da Polícia Civil do Amazonas e com isso mais pessoas estão conhecendo e ajudando a difundir o trabalho dos voluntários e dos atletas. “O segredo do Projeto Nandinho é muito trabalho e aproximação da família, alunos, professores, pais e comunidade que trabalham juntos para, através do esporte, afastar os males da sociedade e ensinar valores como amizade e respeito. Nós temos como foco principal afastar essas crianças da criminalidade, formando adultos conscientes”, destacou o idealizador do projeto.


 

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