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Mais de 13 toneladas de alimentos apreendidos em ações policiais neste ano foram doadas a instituições assistenciais

Cerca de 14 instituições assistenciais na capital foram beneficiadas, neste ano, com cerca de 13 toneladas de alimentos apreendidos, em situação irregular, durante ações deflagradas por forças policiais que atuam no combate de infrações e crimes contra o meio ambiente, como o Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (BPAmb-PMAM) e Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) da Polícia Civil do Estado (PC-AM). A afirmação é da delegada Carla Biaggi, titular da especializada.

Pescados apreendidos e doados para intituições sociais (Foto: Divulgação)

Umas das entidades contempladas foi o Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Amazonas (GACC-AM), fundado há 20 anos, com o objetivo de prestar serviços assistenciais e sociais a crianças e adolescentes com neoplasia maligna. Há cinco anos, o GACC-AM recebe donativos da especializada, segundo Biaggi. A autoridade policial ressaltou que a ajuda visa minimizar as dificuldades enfrentadas pelos familiares do público atendido durante o tratamento da doença.

“Somos gratos por essas doações que são de grande necessidade para a nossa instituição, principalmente aos pacientes em tratamento oncológico. Por meio desses donativos, em 2018 fizemos mais de 100 mil atendimentos não somente na capital, mas de toda a região Norte, para pessoas que buscam recursos terapêuticos”, declarou a diretora assistencial do GACC-AM, Joyce Loureiro.

O programa nacional Mesa Brasil, mantido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), também é beneficiado com as doações e ajuda na distribuição dos alimentos. Por se tratar de um banco de alimentos, buscar arrecadar mantimentos para pessoas em vulnerabilidade social e, também, evitar desperdícios.

Entrega de alimentos para instituições sociais (Foto:Divulgação)

“Recebemos doações da Dema há dois anos e são de grande importância. Esses alimentos são levados para algumas entidades sociais, onde existem pessoas que não têm do que se alimentar. Nós temos um ganho significativo na qualidade da alimentação nutricional dessas pessoas, por isso, agradecemos muito e esperamos nos consolidar ainda mais com a Dema”, relatou o coordenador do Mesa Brasil no Amazonas, Elinaldo Barbosa.

Conforme Biaggi, a especializada recebeu mais de 300 denúncias de crimes ambientais neste ano, sendo oito referentes, somente, a pescado ilegal, resultando em prisões e apreensões na capital. A delegada recorda que em março do ano corrente foram apreendidos 700 quilos de pescado em situação irregular. “Ficamos felizes em contribuir, por meio dessas doações, pois ressalto que trabalhamos não somente com prisões e apreensões. A Dema também tem esse papel social. Dessa forma, nos primeiros quatro meses deste ano, doamos alimentos para mais de 14 instituições”, afirmou.

Delegada Carla Biaggi, titular da Dema (Foto: Alailson Santos)

A delegada explicou que existe uma triagem para as doações, uma vez que várias instituições são cadastradas. “Quando uma instituição recebe doações, as próximas doações são destinadas às outras instituições, segue uma sequência. Dessa forma, todas são amparadas”, disse.

Conscientização – A titular da especializada ressaltou, ainda, que está trabalhando para que a população se conscientize sobre crimes relacionados ao meio ambiente, atentando ao período de defeso, a época e ao tamanho do peixe, questões de desmatamento e até mesmo poluição de rios e igarapés. “É importante o apoio da população. Precisamos que as pessoas se conscientizem quanto às questões ambientais e aos crimes decorrentes da prática inadequada e nociva ao meio ambiente”, concluiu.

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